sábado, 22 de agosto de 2009

Sábado a tarde

Depois de passar uma sexta-feira horrenda (uma dor de estômago insuportável), este sábado está ótima. Um pouco de dor, é verdade, mas nada comparado a ontem. E aproveitei um pouco a minha melhora e fui conferir o V Encontro de Jipeiros, aqui em Caxambu. E devo confessar, senti um pouco da saudade da época que tinha um jeep Willis 1975, carinhosamente apelidado de "batedeira". Confira as fotos dele:
Mas como dizem, jipe nos dá duas alegrias: uma quando a gente consegue comprar, a outra quando a gente consegue vender. Mas foi bom quanto durou.


Saudações!!!


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Greve de 24 horas

O Sindicato Unico dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais convocou para esta quinta-feira (20/08) uma paralisação de 24 horas em conjunto com os demais funcionários publicos do Estado de Minas Gerais. Como parte da campanha salarial de 2009.

Funcionários de escola, educadores de fato e de direito

Este texto foi publicado no portal da CNTE no dia 12/08. Segue:

Na quinta-feira (6), o presidente Lula sancionou, sem vetos, a Lei 12.014/2009, que altera o artigo 61 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) com o objetivo de reconhecer as categorias de profissionais da educação, conforme habilitações próprias. A grande novidade da Lei é que os funcionários de escola, desde que cumpridos os requisitos de formação e habilitação, também passam a integrar uma das categorias profissionais - ao todo são três: professores, especialistas da educação e funcionários de escola.

A sanção do PLS 507/03, de autoria da senadora Fátima Cleide (PT-RO), que deu origem à mencionada lei federal, concluiu parte importante da luta dos trabalhadores em educação no país, em especial dos funcionários de escola. Isso porque, até então, a legislação era omissão em definir as categorias de profissionais da educação - a LDB falava apenas em requisitos para a formação de magistério. E, a partir de agora, é dada a oportunidade aos Funcionários de contribuírem ainda mais com o processo educacional, que abrange todos os ambientes e as relações sociais da escola.

Com a Lei 12.014/09, os trabalhadores lotados em escolas públicas ou particulares, em funções consideradas “não-docentes”, que buscarem se profissionalizar em uma das quatro áreas pedagógicas de nível médio, previstas na 21ª Área Profissional de Nível Técnico, criada pelo Conselho Nacional de Educação, ou que se licenciarem em áreas pedagógicas ou afins de nível superior, adquirem, de imediato, o direito de serem considerados profissionais da educação. Porém, para que o reconhecimento e a valorização desses profissionais se concretizem, de fato, ainda será preciso superar outros desafios.

A exemplo do magistério, que mesmo tendo a profissão legalizada precisa, diuturnamente, lutar para fazer valer seus direitos, caberá aos sindicatos de trabalhadores em educação, de todo Brasil, principalmente os filiados à CNTE - parte da vanguarda no processo de aprovação da Lei 12.014 - manter firme a disposição em implementar os preceitos da legislação federal em âmbito dos estados e municípios, que são os encarregados pela oferta da educação pública básica escolar e pela contratação de seus profissionais.

Por estas razões, a CNTE, por meio de seu Departamento Nacional de Funcionários de Escola (DEFE), indica as seguintes ações para o horizonte das lutas dos trabalhadores em educação:

  1. difundir a conquista histórica da Lei 12.014/09, como forma de convocar os Funcionários para as lutas seguintes de reconhecimento e valorização da categoria;
  2. massificar a categoria de funcionários de escola, cobrando do Poder Público cursos de profissionalização para os mais de 1 milhão de Funcionários de todo país (medida que é pré-requisito para o reconhecimento social e profissional desses trabalhadores);
  3. estimular a valorização profissional dos Funcionários, através de planos de carreira e piso salarial nacional unificados com o magistério, de acordo com o artigo 206 da Constituição;
  4. cobrar dos gestores públicos, onde os funcionários de escola ainda não são reconhecidos como categoria própria, seu imediato reconhecimento e a inserção do ente federativo (estado ou município) nas políticas públicas de profissionalização e de valorização da carreira.

Clique aqui para ler a posição da CNTE sobre a Lei 12.014/2009


domingo, 16 de agosto de 2009

Um pouquinho de aula.

Desculpe pela chatice (aula no domingo), mas não é nada cabuloso. Gostaria de postar aqui um texto que acabo de produzir e que vou passar para alguns alunos do EJA que foram trasnferidos para a minha turma. Eles estão com a matéria um pouco atrasada e esse texto vai ajudá-los a entrar no ritmo. Lá vai:

Do Brasil Colônia à Independência

Como todos nós sabemos o Brasil foi uma colônia do reino de Portugal entre 1500 e 1815, permanecendo sob seu controle até 1822 quando ocorreu o episódio conhecido na história como o Grito do Ipiranga. Mas o processo de Independência do Brasil começou muitos anos antes, envolvendo diversos sujeitos sociais desde o século XVIII.

Durante este período ocorreram diversas rebeliões anti-coloniais que questionavam o domínio português sobre o Brasil. Dentre elas a mais famosa é a Inconfidência Mineira de 1789. Ela foi um movimento organizado por membros da elite colonial mineira, entre eles fazendeiros e mineradores, que estava temerosa em perder suas riquezas e seus privilégios, frente a ameaça de derrama (cobrança de impostos atrasados) anunciado pelo governo português. Os participantes mais famosos foram Tomás Antonio Gonzaga, Cláudio Manoel da Costa, Alvarenga Peixoto, Padre Rolim e Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), o único não oriundo da classe dominante. É importante ressaltar também a crise do ciclo-do-ouro que a região estava sofrendo, levando esta elite a querer alguma transformação no sistema colonial vigente na época.

Não podemos esquecer que este movimento foi elitista, deixando de lado a participação e os anseios do povo em geral (escravos e trabalhadores livres pobres). A Inconfidência Mineira não saiu do planejamento, pois foi denunciada por um de seus membros, Joaquim Silvério dos Reis. Os principais dirigentes foram presos, mas a maioria foi solta em pouco tempo. Os únicos mortos foram Cláudio Manoel (suicídio) e Tiradentes, condenado a forca para servir de exemplo, em 21 de abril de 1792.

Outros movimentos ocorreram, como a Conjuração Baiana. Do ponto de vista da ação, os baianos estavam muito a frente de seus colegas mineiros, além de contar com a participação de vários setores sociais, entre fazendeiros, comerciantes, profissionais liberais, homens livres pobres e escravos. Ocorrido em 1798 em Salvador, eles foram inspirados pela Revolução Francesa e desejavam a independência do Brasil e a criação de uma República, além da libertação dos escravos. Mas infelizmente também não foi para frente e seus líderes foram presos, e muitos deles foram executados. Alguém lembra dos nomes deles? (soldado Lucas Dantas do Amorim Torres; aprendiz de alfaiate Manuel Faustino dos Santos Lira; soldado Luís Gonzaga das Virgens; e mestre alfaiate João de Deus Nascimento)

Em Pernambuco no ano de 1817 também ocorreu uma rebelião. Lá os revoltosos chegaram a tomar o poder e instauraram uma república, mas devido a desacordos entre seus lideres fez com que eles fossem repreendidos pelo governo português.

Mas algo iria mudar no Brasil. Na Europa Napoleão Bonaparte, no poder da França desde 1799, havia dominado politicamente e militarmente quase todo o continente, e o país a lhe fazer oposição era a Inglaterra. Desejando derrotá-los Napoleão decreta o Bloqueio Continental, afim de sufocar os ingleses economicamente. Este bloqueio consistia em proibir qualquer país do continente em realizar comércio cm a Inglaterra. Como os portugueses eram dependente desse comércio, eles o desrespeitaram. Não deu outra. Em novembro Napoleão invadiu Portugal.
Como não tinha forças para enfrentar os franceses, o príncipe-regente D. João VI decidiu fugir com sua corte para o Brasil, instalando um governo no exílio. Auxiliados pelos ingleses, a frota portuguesa atravessou o Atlântico e aportou no Rio de Janeiro em março de 1808.
A partir de então ocorreram várias transformações. D. João abriu os portos brasileiros às nações amigas (Inglaterra) e isso provocou o fim do monopólio colonial. Além disso transformou o Rio de Janeiro na capital do Reino Português, lhe concedendo grandes vantagens. A elite colonial brasileira foi a grande beneficiada pois obteve liberdade comercial que antes não havia. Em 1815 o Brasil foi elevado a categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves.
Mas em 1820 ocorre em Portugal a Revolução do Porto. Napoleão já havia sido derrotado e a burguesia portuguesa chegava ao poder. Estes exigiam que D. João VI voltasse para a Europa e aceitasse a nova constituição. Além disso exigiam a volta do Brasil a condição de colônia e obediência ao sistema colonial antigo.

Esta última exigência foi de encontro ao desejo da elite brasileira. Receosos em perder espaço econômico, eles começaram a desejar a autonomia e a independência do Brasil. E viram na figura do príncipe Pedro a liderança necessária neste momento. Em 1821 a situação avançara bastante, chegando a ruptura com Portugal em setembro de 1822, no famoso Grito do Ipiranga.

É interessante notar a não-participação do povo em geral neste fato. A elite brasileira temiam sua participação pois não desejava as mesmas reivindicações: libertação dos escravos, regime republicano, etc. A ruptura com os portugueses deveria ser o menos impactante, preservando muito do antigo sistema vigente. Só para lembrar, o líder da independência, príncipe D. Pedro, era português.

Olá Domingo!

Olá Camaradas

Estou nesta manhã de domingo zapeando a internet em busca de informações das manifestações ocorridas na sexta-feira (14) nas principais cidades e organizadas por vários sindicatos de luta contra a corupção no senado e contra as políticas economicas contrarias a classe trabalhadora. Infelizmente encontrei pouquíssimas referências. A grande mídia acabou dando mais destaque para as micro-manifestações ocorridas no sábado contra o Sarney, convocadas pela internet e que contaram com grupos de 50 pessoas. Por que a mídia faz isso? Oculta uma passeata de 5 mil pessoas na Avenida Paulista na sexta, mas apresenta as micros do sábado! Fazer o que, não é?

É uma pena morar no interior,isolado entre as montanhas numa cidadezinha de 21 mil habitantes. Sinto falta da época que participávamos e organizávamos passeatas, campanhas, lutas nos sindicatos, nos DCE's e nos grêmios, estudantes lado-a-lado com os trabalhadores.

Mas como não podemos viver de passado, temos que construir o futuro. Neste mês estamos tentando organizar um curso de formação sindical aqui em nossa região, com o intuito de formarmos uma vanguarda para construirmos uma sub-sede do sindicato de professores aqui. Este curso está proposto para o dia 5 de setembro. Em breve confirmaremos.

Um abraço para todos e um bom domingo.

Saudações Revolucionárias!!!

sábado, 15 de agosto de 2009

Imagem do Dia

Olá companheiros!

Por curiosidade encontrei na net o blog do Ricardo Malagoli, estudante de jornalismo e desenhista. Ele fez uma ilustração bem detalhista da realidade das profissionais de educação. Ricardo a batizou de Professora Helena. Deêm uma olhada:


Aliás, já havia publicado aqui outro desenho que retrada bem a nossa realidade. Para refrescar a memória, olhem de novo:

Mais uma noite de sábado

Olá Camaradas!
Mais uma noite em casa. Dei uma saída e visitei uma festinha no centro, mas já voltei. Fazer o que, né?

Bom, vou aproveitar e terminar de ler o livro Band of Brothers que comprei esta semana. Já li este trambolho numa versão digital, mas fã que é fã faz estas loucuras.

Então boa noite galera!