sábado, 11 de julho de 2009

Foto(s) do dia

Mais algumas fotos de Françoise Hardy no filme Grand Prix.
PS: Não sei por quê, mas teimei nela hoje.





Uma grande família


por Alberto Dines

O Estado não é a continuação da Família, afirma peremptório Sérgio Buarque de Holanda na primeira linha do capítulo sobre o homem cordial do seu clássico “Raízes do Brasil”.

Há 73 anos, em Outubro de 1936, o “pai do Chico” (como modestamente se apresentava nos últimos anos), identificou a marca diferenciadora da sociedade brasileira. A transferência dos valores e procedimentos da vida privada, doméstica, para a esfera pública foi, segundo ele, a responsável pelas distorções e disfunções que impedem o desenvolvimento de um Estado moderno, anti-familiar, impessoal, isonômico, democrático. E republicano.

A cordialidade que Buarque de Holanda diagnosticou não se situa no âmbito afetivo, sentimental. Não equivale à bonomia e ao bom-mocismo, ao contrário, é tenaz e autoritária, clara transgressão às normas que devem imperar numa organização social sem privilégios. A falaciosa cordialidade contida no postulado “aos amigos, tudo” é elitista, opressora, preconceituosa, além de nepotista, patrimonialista e, basicamente, corrupta.

Informalidade não é prova de avanço ou modernidade, é atraso. Preceitos, regras e leis são formalidades adotadas de comum acordo pela maioria dos cidadãos para garantir o seu bem-estar.

O que nos leva à constatação de que nos últimos dias essa incontrolável vocação para a informalidade e para o desapego aos ritos nos levou a uma irregularidade institucional: José Alencar, o presidente em exercício esteve durante muitas horas incapacitado para exercer a sua função.

O país ficou sem presidente da República essa é a verdade. A ninguém ocorreu a idéia de transferir o poder para o presidente da Câmara Federal, Michel Temer (como o previsto no artigo 80 da Cara Magna) embora a opção pela nova cirurgia já estivesse cogitada desde o momento em que José Alencar deixou Brasília para internar-se no Hospital Sírio-Libanês, em S. Paulo.

A solidariedade e a simpatia pelo estado de saúde do vice-presidente, somadas talvez a algumas pitadas de superstição, impediram que se cumprisse uma formalidade comezinha, porém indispensável diante do imponderável e das exigências de um Estado organizado.

A cirurgia levou quase seis horas, depois da anestesia o paciente foi conduzido à sala de reanimação e em seguida à UTI onde deve ficar dois dias. Embora o primeiro boletim médico emitido nesta sexta-feira tenha garantido que o presidente em exercício estivesse “bem disposto e acordado”, é certo que esteve inconsciente e/ou incapacitado para tomar decisões durante um dia.

O regresso do presidente Lula ao território nacional restabelece a normalidade, mas não invalida as preocupações pelo descuido. Sobretudo porque o seu substituto deverá ficar internado dez dias e, além disso, poderá necessitar de novas intervenções já que nem todos os tumores foram retirados.

Não cabe à junta médica que assiste a José Alencar determinar se o seu paciente estava capacitado ou não para exercer a presidência da República. Muito menos ao gabinete do presidente Lula. A Constituição prevê a sucessão do primeiro mandatário, mas não estabelece critérios para avaliar as condições físicas ou mentais do Chefe da Nação em exercício.

Num Estado não-familiar, efetivamente funcional e institucionalizado, caberia aos chefes do Legislativo e do Judiciário antecipar-se a uma eventual fissura legal, sobretudo porque o presidente em exercício já estivera internado dias antes no mesmo hospital. Mas o chefe do Legislativo, José Sarney, é um morto-vivo e o sucessor de Alencar finge-se de morto para não ser envolvido na onda de escândalos.

Neste abençoado pedaço do mundo prevalece a informalidade e a cordialidade. Todos são amigos, todos são compreensivos, tolerantes, adversários de ritos, protocolos e códigos. Esta é uma Grande Família comandada por dois bordões - “Deus nos livre!” e “Dá-se um jeito”.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

9 de julho - Revolução e Aniversário

Olá Camaradas!!

Só gostaria de postar aqui que hoje, 9 de julho, é dia da Revolução Constitucionalista de 1932. Uma data muito importante para a áurea paulista, que quando eu era criança fui vidrado, mas agora apenas enxergo como um fato estimulado pela elite paulista querendo voltar ao poder que acabou com a morte de centenas de jovens trabalhadores, que iludidos, se alistaram no exército "paulista". Saúdo aqueles que morreram ou viram a morte de perto nas trincheiras desta guerra civil, mas não os lideres elitistas paulistas.

Aliás, gosto de lemvrar que nesse dia, em 2004, nasceu meu sobrinho Lucas, o primeira da geração yonsei de nossa família. Hoje ele completa 5 anos, a fase mais baguncenta e a mais legal. Parabéns.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Honduras - Golpe de Gorilas

Continua a ação dos gorilas golpistas e, Honduras. As últimas notícias dão conta de três mortes e vários feridos em ataque do exército hondurenho contra manifestantes no domingo a tarde. O avião do presidente Manoel Zelaya não conseguiu pousar e precisou descer na Nicaragua. Em breve mais notícias.

video do dia

A partir de hoje postarei alguns vídeos que eu produzi (através da TV POLI) e que estão no youtube.
O de hoje é do I Congresso de Educação de Caxambu, que ocorreu em novembro de 2008. Confiram:


domingo, 5 de julho de 2009

Última do domingo

Boa noite camaradas!!

Este vídeo foi feito por mim no último domingo (28/06). Estava aguardando o início das atividades no Arraiá da Educação, mais precisamente na barraca da roda, quando a minha colega, a professora Ana Célia, me chamou a atenção para uma cena inusitada. Logo ela nomeou o sujeito como "professor em fim de carreira". É o que acontece com um profissional da educação depois de 35 anos dando aula e recebendo um salário de miséria. Confira:

Golpe em Honduras - I. Alerta de domingo!!!!

Este artigo foi reproduzido do blog Molotov, com o título de Planos macabros dos golpistas hondurenhos

Segue ele:

Ontem a noite, na assembléia extraordinária da OEA ocorrida em Washington (EUA), o representante do governo da Nicarágua denunciou que os serviços de inteligência do seu país detectaram que está em marcha um plano macabro do governo golpista de Micheletti em Honduras.

O plano dos golpistas é que seus próprios franco-atiradores vão disparar contra a polícia e/ou contra apoiadores do governo golpista. Após isso, os golpistas usarão os meios de comunicação que estão sob seu controle para apresentar falsas provas de que os disparos foram feitos por "apoiadores do presidente deposto Zelaya", que teriam recebido armas do governo da Nicarágua, Cuba e Venezuela.

Com essa farsa, os golpistas terão fabricado um pretexto para justificar o começo de um banho de sangue contra a população que protesta contra o golpe.

Esta postagem está sendo feita às 10:57 do domingo. Caso os planos golpistas sejam levados adiante, fique registrado que esta postagem de alerta foi feita ANTES dos acontecimentos.